É uma paz que não se sustenta no medo, na ameaça, na dissuasão armada ou na corrida armamentista, mas na confiança, justiça e direito. Nasce do modo em que Jesus faz a paz: sem recorrer à violência, renunciando à “vitória” pela força e confiando no poder da entrega, da misericórdia e do perdão.
Envolve a escolha de caminhos não violentos: diplomacia, diálogo, cooperação internacional, respeito pelos direitos humanos, em vez de procurar segurança em bombas, exércitos ou ameaças. Em nível pessoal, desarma em si o impulso de dominar, humilhar ou “esmagar” o outro, e busca aprender a enfrentar os conflitos a partir da escuta, do reconhecimento da verdade e da reparação.
Um exemplo: um país que, em vez de aumentar seus gastos militares diante da tensão fronteiriça, aposta em mediações internacionais, acordos verificáveis e projetos compartilhados com seu vizinho, busca uma paz “desarmada”.